Mecânica tradicional está no cerne do recondicionamento automóvel

Apesar das mudanças na indústria, o mercado de veículos usados continua a ser dominado de forma esmagadora pelos motores de combustão interna, tanto diesel como gasolina. Por cada veículo novo que sai de um concessionário, vendem-se aproximadamente três veículos de ocasião. Este volume massivo de transações provocou um auge nos centros de recondicionamento, onde os mecânicos tradicionais e os especialistas em motores são a peça mais valiosa.
Para que um veículo com mais de 100.000 quilómetros volte ao mercado com garantia, requer intervenções mecânicas profundas que vão muito além de uma simples manutenção preventiva.
A tendência da última década para motores mais pequenos, mas sobrealimentados com turbocompressores, gerou um novo nível de desgaste. Estes blocos operam a temperaturas e pressões internas significativamente mais elevadas do que os motores atmosféricos antigos.
Os mecânicos de combustão enfrentam diariamente intervenções críticas:
Quando um veículo chega a um centro de recondicionamento com uma falha maior, o fluxo de trabalho requer uma precisão absoluta. Aqui intervém o mecânico de desmontagem, encarregue de extrair o motor completo ou a caixa de velocidades do compartimento.
Uma vez que o motor está fora, o especialista em combustão avalia os danos internos:
As estatísticas dos centros de inspeção (IPO) refletem a importância destes mecânicos. Cerca de 20% das reprovações na primeira inspeção devem-se a falhas mecânicas graves, incluindo fugas massivas de óleo, apoios de motor partidos, sistemas de escape perfurados ou emissões fora de gama devido a uma combustão deficiente.
O valor real do ofício: A rentabilidade do mercado de veículos usados depende da capacidade das oficinas para executar estas reparações maiores de forma eficiente. O mecânico de combustão não só repara avarias; prolonga a vida útil de máquinas de aço e alumínio, mantendo em movimento a economia e o transporte diário de milhões de pessoas.
